22/11/2016
A implementação da Política Comum de Segurança e Defesa (debate)
em nome do Grupo S&D . - Senhor Presidente, o relatório que hoje aprovámos sobre a União Europeia da Defesa e este de Ioan Paşcu, sobre Política Comum de Segurança e Defesa, complementam-se face a um desafio que determinará se a União Europeia se constrói ou se deixa destruir.
É urgente repensar a defesa e a segurança da Europa face a mudanças estratégicas em curso, num mundo em desordem em que Brexiters, Putin, Trump e outros tenderão a semear paralisia no Conselho de Segurança e a enfraquecer a NATO.
A Europa tem de acordar, tem de se organizar. A estratégia global aprovada e um livro branco podem ser úteis, mas nada substitui vontade política e controlo democrático - hoje manifestamente insuficientes na maior parte dos Estados-Membros -, que têm de se exercer desde já sobre o compromisso para investir em investigação e tecnologia conjuntamente, em interoperabilidade de equipamentos e forças, em financiamento comum e numa visão integrada das dimensões interna e externa e das vertentes civis e militares da defesa e segurança de todos nós.
A União tem de fazer uso das ferramentas que criou, dos agrupamentos táticos em missões PCSD, apoiando os Estados-Membros, tanto no combate a forças terroristas onde seja necessário, como na neutralização de agressões e ameaças híbridas, incluindo na cibersegurança de infraestruturas críticas. Tarda o estabelecimento de um quartel-general permanente, como disse a Senhora Mogherini.
A União tem de ser capaz de intervir e fazer a diferença nas crises e conflitos, muitos à porta, outros já dentro de portas, com impacto na segurança dos nossos cidadãos, nos nossos interesses, na defesa do direito internacional e na segurança global.