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10/11/2015
Declaração de Ana Gomes, Chefe da Missão de Observação do Parlamento Europeu às eleições na Birmânia (tradução)

Ana Gomes (S&D, PT), Chefe da Missão de Observação do Parlamento Europeu às eleições na Birmânia, fez a seguinte declaração:

"Antes do dia das eleições o nosso grupo de sete Deputados encontrou-se em Rangun com representantes dos partidos políticos, dos média e da sociedade civil, bem como com activistas dos direitos humanos e representantes de minorias étnicas. Fomos sempre excepcionalmente bem recebidos.

Esta Delegação foi integrada na Missão de Observação Eleitoral (MOE) da UE e gostaria agradecer ao meu colega, Alexander Lambsdorff, Chefe dessa missão, e a todos os membros da sua equipa, toda a cooperação que recebemos.

A Delegação do Parlamento Europeu apoia incondicionalmente e faz suas as conclusões preliminares da Missão de Observação. É de particular preocupação para a Delegação o contexto constitucional que sustentou estas eleições, incluindo o facto de que 25% dos assentos parlamentares estão reservados aos militares. Tal como a MOE da UE indicou, acreditamos que a contagem e a catalogação dos votos são etapas cruciais do processo eleitoral para que a sua integridade seja assegurada.

No dia das Eleições a nossa observação centrou-se nas regiões de Rangun, Bago e Ayeyarwaddy, desde a abertura das mesas de votos até ao seu encerramento, e depois a contagem dos votos. Impressionou-nos a atmosfera calma e pacífica, o profissionalismo dos funcionários nas estações de voto e a organização de todo o processo. Congratulamo-nos com o facto de que um elevado número de cidadãos birmaneses - especialmente jovens - exerceu o seu direito de votar, aparentemente sem qualquer interferência da polícia. Aplaudimos particularmente o papel proeminente desempenhado por mulheres e jovens professores, como funcionários das estações de voto.

Notámos, no entanto, os problemas no registo que levaram à exclusão de um número significativo de cidadãos, particularmente membros de certas minorias e grupos étnicos. Acreditamos que o novo governo aperfeiçoará a governação democrática do país e promoverá uma sociedade mais inclusiva, tratando do aumento de extremismo religioso e do radicalismo, bem como do seu efeito em certas minorias e grupos étnicos, particularmente nos cidadãos islâmicos - especialmente of Rohingyas.

Saudamos o povo da Birmânia e continuaremos a apoiar a democratização deste país. Este é o momento de aproveitar a oportunidade para a reconciliação na Birmânia. Esperamos que os resultados finais das eleições sejam aceites por todos. Trabalharemos muito especialmente no sentido de reforçar a cooperação entre os nossos Parlamentos tendo em vista a supervisão democrática na Birmânia."

 

 
 
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