Início | Bio | Transparência | Galeria | Links | Contactos
      English
  OK  
Parlamento
Arquivo
Artigos
Notícias
direitoshumanos
segurancaedefesa
libia
integridadeetransparencia
fiscalidade
submarinos
envc
justicaeassuntosinternos
vistosgold
vooscia
 
 
Notícias
13/03/2015
Ana Gomes diz que segurança na Líbia é responsabilidade da UE e participa nos debates sobre o relatório anual da UE para as relações externas, direitos humanos, paz no Mali e no dos ataques do Estado Islâmico e Sudão Sul

Ana Gomes interveio no debate em Estrasburgo sobre a situação na Líbia afirmando que "os Estados membros têm de pedir e estar prontos para contribuir substancialmente para uma missão internacional mandatada pelo Conselho de Segurança que estabilize a Líbia e ajude a expurgá-la de terroristas". Para a eurodeputada, que foi a relatora do Parlamento Europeu para a Líbia durante todo o mandato passado, "o vazio de governação está a alimentar a escalada de violência e de sectarismo, tornando a Líbia numa quase Somália às portas da Europa" e "o Conselho de Segurança da ONU deve reformar e robustecer o mandato da missão UNSMIL que tem no terreno, assumindo a responsabilidade de ajudar a capacitar o país institucionalmente para a governação e para a segurança nacional e regional". Ana Gomes acredita que o envolvimento europeu e internacional tem que ser de longo prazo e que, para já, o essencial é alcançar um "acordo político entre líbios", para o qual a UE "tem de mobilizar diplomacia, sanções direcionadas e outros meios para apoiar os esforços do representante das Nações Unidas, Bernardino León, com vista ao estabelecimento de um governo de unidade nacional, como disse a Sra. Mogherini". Porque "uma Líbia desgovernada, entregando pessoas, instalações petrolíferas, património histórico da Humanidade às atrocidades de bandos criminosos como o DAESH ou o Ansar al-Sharia, constitui ameaça direta para a União Europeia, é preciso que nos empenhemos a fundo na segurança da Líbia, investindo na Reforma do Sector de Segurança e na integração das milícias, na proteção de infraestruturas críticas. Sem isto, nenhuma estratégia política poderá reavivar a governação democrática na Líbia. De nada servirão missões centradas na segurança das fronteiras", explicou a parlamentar socialista.

Ana Gomes no debate sobre o relatório anual da UE para as relações externas

Na discussão sobre o relatório anual da política externa da União, na qual também tomou parte a Alta Representante Federica Mogherini, Ana Gomes denunciou a "continuada relutância dos Estados membros em investirem na Política Externa e de Segurança Comum e na Política Comum de Segurança e Defesa, coordenando e conjugando recursos e capacidades civis e militares". Por isso, aproveitou para sublinhar que os governos europeus "não podem continuar a malbaratar o dinheiro dos contribuintes e a comprometer a segurança das nossas sociedades face a ameaças transfronteiras, que nenhum Estado-Membro pode enfrentar sozinho, como o terrorismo". Porque, hoje, é impossível separar segurança interna da externa, "exige-se investimento estratégico e coordenado nas necessárias capacidades" para fazer frente aos desafios comuns e ameaças à segurança global e europeia.

Debate sobre o relatório anual de direitos humanos

No debate sobre o relatório anual de direitos humanos, Ana Gomes defendeu que a União tem tido uma "política de dois pesos e duas medidas" e que a "negligência perante a impunidade face a notórios violadores dos direitos humanos são punhaladas na credibilidade externa e interna da UE". Ana Gomes afirmou, por isso, que a avaliação das relações da União com países terceiros, em especial parceiros estratégicos recipientes de ajuda ao desenvolvimento, deveria passar por uma visita a quem está nas suas prisões. Isto porque "muitos dos governos de países com quem dizemos ter relações especiais prendem e perseguem jornalistas, bloguistas, ativistas e opositores políticos, instrumentalizando o aparelho judiciário para reprimir, oprimir e roubar". Exemplo de uma política proativa seria exigir, hoje, explicou, "que a Arábia Saudita libertasse todos os prisioneiros políticos e de consciência". Ana Gomes felicitou, por isso, o Governo sueco por ter cancelado todas as transferências de material militar para a Arábia Saudita, em razão da situação de direitos humanos no país.

Ana Gomes nos debates sobre o acordo de paz no Mali, ataques do Estado Islâmico e Sudão Sul

Ana Gomes participou nos debates sobre o acordo de paz no Mali, sobre os ataques do "Estado Islâmico" a minorias étnicas e religiosas no Iraque e na Síria e, ainda, sobre a situação no Sudão do Sul e a possibilidade de um cessar-fogo entre as forças rebeldes e o governo de Juba.

 

 
 
Desenvolvido por: mediaFoundry © 2026 Ana Gomes. Todos os direitos reservados.