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27/02/2014
Ana Gomes: "A UE não pode falhar à Ucrânia"

Ana Gomes, que esteve em Kiev no fim de semana passado e assistiu em primeira mão à revolução da Praça Maidan, apelou à UE que não falhe ao povo ucraniano e que assista o novo governo política e financeiramente, oferecendo também ajuda técnica para as reformas da governação e do sistema judiciário necessárias, incluindo a criação de mecanismos de combate à corrupção e o julgamento dos responsáveis pelas mortes na Praça Euromaidan e outras violações de direitos humanos. Na sessão plenária do Parlamento Europeu em Estrasburgo, a eurodeputada socialista reiterou também a necessidade de se levar por diante, na UE, um programa de sanções contra os corruptos que será também instrumental na recuperação dos fundos parqueados em bancos, companhias e propriedades sediadas na UE. Antecipando as tensões na Crimeia, Ana Gomes sublinhou que era fundamental assegurar a proteção das minorias na Ucrânia e concretamente atentar na vontade do povo autóctone da Crimeia, os Tártaros.

O Parlamento Europeu aprovou esta semana uma proposta de resolução comum sobre a utilização de «drones» armados, que teve Ana Gomes entre os seus promotores. No debate plenário sobre a resolução, a parlamentar sublinhou que, quando utilizada em situações e áreas onde não existe conflito armado declarado, a utilização de "drones" é inequivocamente ilegal e violadora do direito internacional e o dos direitos humanos, em particular, além do direito humanitário. Por isso, "numa altura em que vários Estados-Membros da União Europeia se preparam para desenvolver esta tecnologia, é imperativo que isso seja acompanhado por regulamentação explícita quanto à política de utilização de drones e as inerentes responsabilidades no quadro do direito criminal, do direito internacional e do direito internacional penal.", acrescentou.

Ana Gomes interveio também no debate referente ao Iraque, chamando a atenção para a o aumento dos ataques de terrorismo, a deterioração da situação de segurança em geral e de respeito pelos direitos humanos especificamente. A eurodeputada apelou à UE que adopte uma estratégia abrangente para a região e para o país, tendo em conta o impacto desestabilizador da guerra na vizinha Síria e a interferência de outros países da região, como o Irão e a Arábia Saudita: "uma política que de facto ajude a erradicar o terrorismo e a reforçar as capacidades de governação no Iraque", afirmou.

Na plenária, Ana Gomes condenou ainda a violência das autoridades da Venezuela contra os manifestantes. "Em vez de retorquir com armas e de se desculpar com um golpe de Estado em marcha ou a uma conspiração imperialista, o Governo venezuelano deve estabelecer um diálogo pacífico e inclusivo com todos os segmentos da sociedade venezuelana, em particular os mais descontentes", reiterou a parlamentar socialista.

O Parlamento Europeu aprovou esta semana os relatórios de Ana Gomes autorizando o Conselho a concluir o Acordo-Quadro Global de Parceria e Cooperação entre a UE e seus Estados-Membros e República da Indonésia, incluindo questões relacionadas com readmissão.

 

 
 
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