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Notícias
14/03/2013
Ana Gomes condena teste nuclear norte-coreano

No debate em plenário no Parlamento Europeu, Ana Gomes condenou as ameaças de ataque preventivo nuclear por parte do regime norte-coreano e salientou o papel fundamental que a China exerce sobre o vizinho. "Sem deixar de promover e aplicar as sanções internacionalmente decretadas contra Pionguiangue, a União Europeia deve manter e, se possível, intensificar o diálogo retomando as conversaçōes ditas "de 6 Partes" com o regime norte-coreano, alargando contactos ao que possa existir de sociedade civil na Coreia do Norte. Mas é sobre a China em especial que a nossa pressão tem de se exercer," defendeu a Deputada.

A parlamentar europeia dirigiu-se também à Alta Representante Catherine Ashton no debate sobre a situação no Mali, para onde a União Europeia enviará uma Missão de Treino militar no contexto da Política Comum de Segurança e Defesa. Ana Gomes sublinhou a necessidade de fazer acompanhar o esforço militar pela estabilização do país através de um processo político inclusivo e alargado, nomeadamente ao povo Tuaregue, com vista a formação de um consenso nacional pela reconciliação e um futuro democrático no Mali.

No debate sobre a situação humanitária na Síria, onde a guerra civil completa agora dois anos, a socialista portuguesa, que é também Coordenadora do grupo socialista no PE para os assuntos externos, explicou que a UE tem de fazer mais pela procura de uma solução política de saída do conflito, além de instar Lady Ashton a empenhar-se na remissão dos casos de violação de direitos humanos e direito humanitário por parte das forças sírias de Bashar Al Assad e pelas forças rebeldes para o Tribunal Penal Internacional.

No que respeita à situação no Egipto, Ana Gomes alertou a UE para aplicar uma política de condicionalidade à assistência financeira ao Egipto, país que se encontra em turbulento processo de transição democrática. "Temos que ser claros, dizendo que não toleramos as violações de direitos humanos, contra as mulheres em particular, e os sectarismos que, de facto, comprometem o processo revolucionário no Egipto", afirmou a eurodeputada socialista.

Ana Gomes interveio ainda no debate sobre as relações entre a UE e a China, no qual sublinhou a necessidade de a UE dar mais visibilidade à promoção dos direitos humanos e da abertura do regime chinês, no quadro da parceria estratégica entre a UE e a China.

No debate com o Presidente Barroso sobre a reunião do Conselho Europeu de 14 e 15 de Março, Ana Gomes denunciou os grotescos erros da Troika no contexto da assistência financeira a Portugal e defendeu que "Portugal precisa de que o Conselho Europeu acorde, tire as consequências da catástrofe social e política que a sua política austericida criou na Europa e arrepie caminho, antes que maiores tragédias se abatam sobre o nosso continente".

 
 
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