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13/06/2013
Ana Gomes insta UE a condenar inequivocamente a repressão e violência na Turquia

Ana Gomes interveio esta semana na sessão plenária do Parlamento Europeu (PE) no debate sobre a situação na Turquia e apelou ao governo do Primeiro-ministro Tayyp Erdogan que ponha travão na vaga repressiva contra os manifestantes da Praça Taksim, em Instambul, e outras cidades do país. "Muitos na Turquia já perderam a paciência para o estilo repressivo e autoritário do Primeiro-ministro Erdogan", disse no hemiciclo. A eurodeputada, que é Coordenadora para os Assuntos Externos do Grupo dos Socialistas e Democratas no PE, sublinhou a necessidade de a União Europeia, que "tem o desígnio estratégico de integrar" a Turquia, condenar "inequivocamente a violência, bem como as declarações e as retaliações policiais incendiárias do Primeiro-ministro". "Apelar à contenção dos dois lados", como fez na sua primeira declaração a propósito a Alta Representante da UE para Política Externa e de Segurança, Catherine Ashton, "é impróprio como mensagem a passar a um país que é candidato à União Europeia".

Ana Gomes participou igualmente num debate relativo ao alargamento das relações transatlânticas. A eurodeputada socialista defendeu que a relação entre a União Europeia e os Estados Unidos deve ser fundada em interesses e valores partilhados, e assente na confiança recíproca, a qual voltou a ser abalada pelas recentes revelações sobre o Programa PRISM da National Security Agency americana. "É, de facto, fundamental que se apure até que ponto os dados dos cidadãos europeus, obtidos no quadro dos acordos SWIFT e PNR ou sem qualquer enquadramento legal, são usados. Isto tem que ter consequências nas relações nos diversos domínios (...) e, portanto, todos os esforços devem ser direcionados para defender os cidadãos, que individualmente são atingidos pelas perversões desse uso indevido", afirmou.

Perante o Comissário para o Desenvolvimento, Andris Pieblags, Ana Gomes suscitou a situação dramática das centenas de jornalistas presos na Etiópia e, também, das graves violações de direitos humanos na provincía Ogaden daquele país. Neste debate relativo ao relatório de direitos humanos de 2012 e à liberdade de imprensa no mundo, Ana Gomes frisou ainda a importância de a UE apoiar jornalistas que investigam e reportam abusos de direitos humanos, como Rafael Marques, que é alvo de processos-crime por difamação em Angola devido à investigação publicada sobre crimes contra a humanidade cometidos por generais angolanos na região diamantífera das Lundas.

Num debate sobre a revisão do Serviço Europeu de Acção Externa (SEAE), a deputada socialista frisou que, embora a criação de uma instituição nova não seja uma tarefa fácil, a União precisa de "visão e ambição" para a sua política externa "que reflicta valores europeus e defenda e promova os interesses estratégicos no mundo". "É para isso necessário que a Alta Representante assuma a coordenação política de todas as políticas e instrumentos da União com impacto na accção externa, includindo a segurança, o desenvolvimento, a ajuda humanitária, o comércio e a energia". Ana Gomes explicou ainda, interpelando directamente Catherine Ashton, que como Alta Representante "tem de liderar, ousar e pressionar os Comissários Europeus, mas também os governos dos Estados Membros".

 
 
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