15/06/2012
Regresso à ordem constitucional na Guiné-Bissau é imperativo, diz Ana Gomes
"É imperativo que a UE se empenhe no regresso à ordem constitucional na Guiné-Bissau e ao processo eleitoral", defendeu a eurodeputada Ana Gomes quando da aprovação pelo Parlamento Europeu, dia 13 de Junho, de uma resolução, aprovada pela esmagadora maioria dos eurodeputados, condenando o golpe de estado naquele país lusófono. "Não é tolerável que a CEDEAO na Guiné-Bissau, tal como no Mali, esteja a respaldar soluções que reabilitam os golpistas e lhes permitem ensaiar uma farsa de transição em violação da democracia", frisou a eurodeputada socialista.
Sobre a situação na Síria, também debatida na sessão plenária desta semana do PE, Ana Gomes enfatizou que "os massacres diários de homens, mulheres e crianças deixam-nos sem palavras para expressar o nosso horror e a nossa solidariedade para com o povo sírio". E manifestou a convicção de que Bashar al-Assad e os seus apoiantes "terão de enfrentar a justiça internacional por crimes contra a Humanidade". Deplorou, ainda, as interferências de Irão, Arábia Saudita e Qatar no conflito sírio, bem como o apoio da Rússia e da China ao regime de Al Assad.
Ana Gomes foi uma das promotoras da resolução advogando a proibição da mutilação genital feminina, que o PE aprovou esta semana. No debate em plenário, Ana Gomes considerou que esta prática "é expressão hedionda das relações desiguais de poder entre géneros, uma forma de violência contra as mulheres e de violação dos direitos humanos das mulheres que não pode ser tolerada por razões culturais, religiosas ou outras". Neste âmbito, pediu à Comissão e aos Estados-Membros da UE que, tal como recomenda o PE, integrem os direitos das mulheres em toda a política externa europeia".
Terça-feira, na véspera de o PE votar uma resolução que Ana Gomes promoveu sobre o Tratado de Comércio de Armas, que vai ser negociado na ONU em Julho, a deputada socialista sustentou que a União Europeia e os seus Estados-Membros "têm de se empenhar (...) por um tratado (...) robusto que evite que armas e tecnologias militares legalmente exportadas, importadas ou transacionadas continuem a ser desviadas para derrubar governos democráticos, explorar populações e fomentar a guerra".
Ana Gomes partiu dia 15 para Tripoli, como relatora permanente do PE para a Libia, para acompanhar o processo de preparação das eleições nacionais constituintes que terão lugar em Julho.