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Notícias
30/10/2015
Ana Gomes apela à libertação do Prémio Sakharov 2015, o saudita Raif Badawi, à proteção do americano Edward Snowden, participa no debate sobre o Sudão Sul e lembra a violência em Israel e Cisjordânia

Ana Gomes regozijou-se com a decisão do PE de atribuir o Prémio Sakharov 2015 ao bloguista saudita, preso e condenado a ser vergastado, Raif Badawi. "Desde janeiro de 2015 que tenho estado em contacto com a mulher de Raif, Ensaf, e a trabalhar com outros deputados pela sua libertação e pela atribuição deste Prémio, que foi apoiada e proposta pelos Socialistas & Democratas no Parlamento Europeu (PE). O objetivo não é apenas pressionar o regime saudita a parar com o barbarismo medieval: é para encorajar todos os homens e mulheres que na Arábia Saudita, e noutros países da região, se batem pelos direitos humanos e mais elementares liberdades".

Proteção de Edward Snowden

No debate em plenário, em Estrasburgo, sobre o acompanhamento da Resolução do Parlamento Europeu sobre a vigilância eletrónica em larga escala dos cidadãos da UE, Ana Gomes sublinhou que foi Edward Snowden que nos permitiu ficar a saber do programa de vigilância da agência norte americana NSA que visava cidadãos europeus, pelo que precisa de ser protegido e não perseguido judicialmente. A socialista considerou que para a confiança ser restaurada nas relações transatlânticas, os Estados Unidos da América (EUA) têm de aceitar uma mudança de padrões no que toca à construção do seu sistema de proteção de dados. Ana Gomes indicou estar preocupada com o novo projeto de lei sobre cibersegurança, CISA, aprovado pelo Senado americano na terça-feira. No entanto, Ana Gomes sublinhou que a responsabilidade não era apenas dos EUA: "os Governos e Parlamentos nacionais da UE foram coniventes ou, pelo menos, complacentes", apontando especificamente a ineficácia do controlo democrático dos serviços de informação na maior parte dos Estados-membros.

Debate sobre o Sudão do Sul

Ana Gomes interveio no debate sobre a situação no Sudão do Sul e relembrou que "os países europeus que apoiaram a cisão do Sudão em 2011 não podem agora assobiar para o ar, não podem não fazer todos os esforços para que haja paz e segurança, para que a União Africana e as Nações Unidas consigam um cessar-fogo, mecanismos de reconciliação nacional e de justiça de transição e desde logo de exigir e aplicar sanções direcionadas e um embargo de armas às partes beligerantes". A União Europeia tem de exigir que o Conselho de Segurança aja: "Não podemos fechar os olhos a massacres e atrocidades que acontecem debaixo dos nossos olhos. Há crianças a serem forçadas a combater e que, depois, são violadas, castradas, postas dentro de edifícios a arder. Já chega deste infame silêncio".

A violência em Israel e a Cisjordânia

Sobre a situação em Israel e na Palestina, Ana Gomes submeteu uma declaração escrita em que afirma que "a mais recente onda de violência que assola Israel e a Cisjordânia é consequência da continuidade de uma ocupação forçada, injustificada e ilegal da Palestina". E indica o caminho a seguir: "É preciso que a Europa se empenhe, sim. E é preciso, acima de tudo, que consigamos chegar ao povo israelita para ajudar a desfazer os mitos construídos pelo governo de Netanyahu e outros antes dele. A violência armada para reprimir o descontentamento palestiniano não poderá nunca trazer segurança a Israel. Bem pelo contrário. A expansão dos colonatos terá como consequência direta, mais mortes em Israel, precisamente por alimentar a retórica facínora de quem, do lado palestiniano, também não tem interesse na paz".

Agenda

Ana Gomes está em Seul, na Coreia do Sul, para participar no encontro do Steering Committee do Movimento Mundial para a Democracia.

De 2 a 6 de novembro a eurodeputada integra uma delegação oficial da comissão LIBE do PE a Pequim, China, sobre cooperação no combate à criminalidade organizada e cibersegurança. De 6 e 10 de novembro vai chefiar à Missão de Observação Eleitoral do PE em Myanmar (Birmânia).

 

 
 
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