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Notícias
15/01/2016
Ana Gomes discute a segurança na Europa e participa em encontro sobre o combate ao terrorismo

Ana Gomes participou na reunião extraordinária da comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda, país que ocupa este semestre a presidência rotativa do Conselho da União Europeia. A eurodeputada questionou o governante e responsável europeu sobre os planos da presidência holandesa relativamente a iniciativas e ação coordenada europeia para resolver os conflitos políticos armados na vizinhança europeia que alimentam a violência bárbara e indiscriminada do "Daesh/Estado Islâmico", designadamente na Síria e no Iraque.

Na mesma linha, Ana Gomes perguntou ao ministro Bert Koenders se a União continuaria na atitude de "business as usual" com parceiros como a Arábia Saudita e Turquia, países que jogam um jogo duplo na região, no primeiro caso recentemente agravado pela escalada de rivalidade agressiva com o Irão.

Ana Gomes questionou também o ministro sobre se a União Europeia continuaria a ignorar a ameaça crescente na Líbia onde o Daesh se expandia ou, finalmente, se disporia a investir decisivamente na reforma do sector de segurança deste país, concretizando-se finalmente um novo Governo de acordo nacional na Líbia. O ministro afirmou que a UE reconhecia hoje que essa era uma prioridade para a própria segurança europeia e que os Estados-membros estavam preparados para responder aos pedidos que viessem de um Governo de unidade na Líbia.

Ana Gomes e o combate ao terrorismo

Na reunião da comissão das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos sobre contra terrorismo, Ana Gomes questionou o secretário-geral da Interpol, o diretor da Europol e representantes da Comissão Europeia, sobre a resistência nos Governos e nas agências policiais e de informação dos Estados-membros em partilhar informação e bases de dados a nível europeu e nacional, para mais efetivamente combater a ameaça terrorista.

Rob Wainwright, diretor da Europol, que veio ao Parlamento Europeu expor aos eurodeputados o início de funções do novo centro de contra terrorismo que começou esta semana a operar sob a égide da Europol, respondeu que desde os ataques de Paris de 13 de novembro, se notava entre serviços policiais, judicias e serviços secretos dos Estados-membros, uma mudança de mentalidade, com mais consciência da necessidade de maior partilha de informação e cooperação, embora persistissem resistências e obstáculos legais nos respetivos mandatos. O secretário geral da Interpol e o representante da Comissão Europeia, na mesma linha, confirmaram, embora sublinhando que certos Estados-membros continuavam a não alimentar nem fazer uso de plataformas e mecanismos já existentes, como as redes de Schengen (sistemas SIS e VIS), Siena e a Decisão de Prüm, para o combate ao terrorismo e criminalidade transnacional.

 

 
 
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