20/11/2015
Ana Gomes e os atentados de Paris, participa em conferência sobre defesa, organiza debate sobre Guantánamo e apoia discussão sobre política de desenvolvimento
Em debates nas comissões parlamentares para as Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos (LIBE) e Assuntos Externos (AFET), com altos responsáveis da União Europeia da segurança externa e interna, incluindo a alta representante Federica Mogherini, o diretor-geral da Segurança Interna e o diretor-geral da Europol, Ana Gomes discutiu as implicações do falhanço em evitar os últimos ataques terroristas de 13 de novembro em Paris, tanto no plano das medidas de segurança interna como no quadro da política externa da União, relativamente ao combate ao IS/Daesh na Síria, Iraque e Líbia.
Conferência promovida pela Agência Europeia de Defesa
Ana Gomes participou na Conferência Anual da Agência Europeia de Defesa, num painel sobre novas oportunidades de investigação e potencial impacto para as indústrias da defesa europeia. A eurodeputada socialista observou: "Os hediondos ataques de Paris demonstram que é urgente a Europa da Segurança e da Defesa funcionar, fazendo sinergias entre as vertentes externa e interna, e civil e militar. Mas sem investimento em capacidades e em interoperabilidade, não há defesa nem segurança. As políticas de austeridade que têm prevalecido na União Europeia levaram a um perigoso desinvestimento em recursos humanos, capacidades, investigação e desenvolvimento nos domínios da segurança e defesa europeias. O Conselho Europeu só se tem entretido com "lip service" (palavreado).
A ausência de Direitos em Guantánamo
Ana Gomes organizou um debate sobre "A ausência de Direitos em Guantánamo: Mustafa al-Hawsawi, vítima de tortura da CIA". Detido há 13 anos e vítima de tortura no Afeganistão e na Lituânia, e continuando sem assistência médica adequada, o saudita Mustafa al-Hawsawi enfrenta um processo envolto em secretismo e arbitrariedade perante uma comissão militar americana na Baía de Guantánamo que pode levar à pena de morte. Nesta audição no Parlamento Europeu em Bruxelas, tomaram a palavra os seus advogados americanos, militares e civis, bem como representantes da organização não governamental REDRESS, que ajuda sobreviventes de tortura a obter justiça. A eurodeputada socialista considerou "intolerável que Guantánamo ainda esteja operacional e a violar os mais básicos Direitos Humanos, perante o silêncio cúmplice de Estados-membros da União Europeia, alguns corresponsáveis pela tortura. Está mais do que na hora de pormos em prática os nossos valores - americanos e europeus - e de assegurarmos a Mustafa al-Hawsawi e outras vítimas de tortura alguma justiça e algum tipo de reparação, já que reparação total é impossível".
Debate sobre política de desenvolvimento
Ana Gomes co-patrocinou também a discussão no Parlamento Europeu sobre política de desenvolvimento em parceria com a Rede Parlamentar do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde foram apresentados dois novos relatórios destas instituições analisando a pobreza e a desigualdade na África subsariana.