18/05/2012
Ana Gomes organiza em Lisboa audição dedicada ao mar
"Ártico: oportunidades & desafios para a Europa e Portugal" é o tema da Audição Pública organizada por Ana Gomes que vai ter lugar na sexta-feira dia 18 de Maio, às 15h00, no Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa. Dois especialistas em assuntos do mar serão os oradores principais - a norueguesa Ida Skard, Directora-geral no Ministério do Comércio e Indústria da Noruega, e o português Dr. Tiago Pitta e Cunha.
A 15 de Maio a Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu (AFET) recebeu o Vice-Primeiro-Ministro líbio, Mustafa Abushagur, trocando impressões com ele sobre a evolução política e de segurança na Líbia, os preparativos para as primeiras eleições constituintes livres, previstas para 19 de Junho próximo, e o apoio da UE à transição democrática e às reformas institucionais na Líbia. O Vice-Primeiro Ministro líbio agradeceu publicamente o empenho de Ana Gomes como relatora permanente do PE para a Líbia.
Ana Gomes também recebeu o Embaixador do Bahrein em Bruxelas, a pedido do próprio. Este encontro, decorrido a 14 de Maio, foi o primeiro da eurodeputada com um representante oficial do Bahrein desde que se deslocou ao país para contactos com activistas de direitos humanos e lhe foi recusada a entrada. O Embaixador pediu desculpa, justificando a recusa por razões burocráticas, e convidou-a a voltar ao Bahrein, assegurando a concessão de visto, oferecendo os seus préstimos para organizar contactos oficiais e garantindo o acesso a todos os outros interlocutores pretendidos.
Numa Audição organizada no PE dia 16 de Maio com o PM da Ucrânia, Mykola Azarov, Ana Gomes saudou a valiosa contribuição dada pelos emigrados ucranianos em Portugal. Mas, declarou, não ter ficado convencida sobre as explicações dadas pelo PM tentando refutar a percepção de motivação politica do julgamento e prisão da ex-PM Julia Tymoshenko e outros presos. Ana Gomes sublinhou como estes casos questionavam o funcionamento do Estado de Direito na Ucrânia, que muitos viam afundar-se cada dia numa cleptocracia autoritária. Sublinhou que este caso está a impedir o Acordo de Associação negociado entre a UE e a Ucrânia de ser finalmente assinado, o que realmente não serve os interesses estratégicos dos dois lados e o desejado futuro europeu do povo ucraniano.