22/01/2016
Ana Gomes nos debates sobre a Etiópia, Irão, os crimes do Daesh, o crescimento da ameaça terrorista e a política comum de segurança e defesa
Foi aprovada na sessão plenária de Estrasburgo uma resolução sobre a situação de direitos humanos na Etiópia, cujas negociações foram lideradas por Ana Gomes, em representação do grupo dos Socialistas & Democratas. A eurodeputada socialista lembrou a recente repressão de manifestantes em Addis Abeba que resultou em pelo menos 140 mortes. Ana Gomes afirmou que é preciso tirar lições da primavera Árabe de 2011 e utilizar a "influência" da União Europeia "para realmente ajudar quem se bate pela democracia e se bate pelos direitos humanos na Etiópia".
A situação no Irão
Ana Gomes defendeu que a União Europeia (UE) deve investir no diálogo com Teerão tendo em conta que o "acordo nuclear está a ser cumprido e as sanções foram levantadas". Este apelo surgiu na presença de Federica Mogherini, alta representante da UE para Política Externa e Segurança, durante o debate sobre a situação na Arábia Saudita e no Irão.
Ana Gomes acrescentou ainda que a UE pode e deve fazer críticas ao regime iraniano "quando elas são necessárias, designadamente sobre direitos humanos" mas que não se pode deixar de trabalhar com o Irão, "onde há um Estado funcional, para acabar com a guerra na Síria e para combater o Daesh e outras organizações terroristas".
Os crimes do Daesh e a União Europeia
Ana Gomes lembrou na sessão plenária de Estrasburgo que é preciso não esquecer "as minorias religiosas e étnicas" que tanto têm sofrido às mãos do Daesh e de outras organizações terrorista". A eurodeputada socialista no debate sobre o assassínio em massa e sistemático das minorias religiosas pelo ISIS considerou ser incompreensível que a "União Europeia ainda não tenha tomado a iniciativa de pedir ao Conselho de Segurança da ONU que refira o genocídio dos yazidis e outros crimes contra a humanidade praticados pelo Daesh", apelando igualmente ao empenho na ajuda humanitária a estes povos e na luta contra estas organizações terroristas e a "quem as apoia, na vizinhança e dentro da própria União Europeia".
O crescimento da ameaça terrorista
Ana Gomes apelou à coordenação dos vários países da União Europeia para o combate ao terrorismo. Na discussão sobre o crescimento da ameaça terrorista a eurodeputada socialista afirmou que só através da "articulação inteligente e coerente das políticas de segurança interna e externa, conseguiremos travar a crescente ameaça terrorista na Europa e proteger os nossos cidadãos". Ana Gomes salientou ainda a necessidade de se lutar contra as fontes de financiamento do terrorismo como o tráfico de seres humanos, de armas, de droga e do petróleo.
Política comum de segurança e defesa na agenda de Ana Gomes
No debate sobre a cláusula de defesa mútua, Ana Gomes lembrou os últimos atentados em Paris para pedir que se passe das palavras ao atos quando se fala em política comum de defesa. A eurodeputada socialista recorda que a ameaça terrorista "nunca foi tão sentida" como agora e pediu a união dos Estados-membros para uma coordenação de forma a que sejam ultrapassados conceitos de soberania que considerou "obsoletos" para que assim se avance na política de segurança e defesa para um combate eficaz ao terrorismo.