05/02/2016
Ana Gomes em defesa do Governo português, participa nos debates sobre o Brexit, o controlo de fronteiras e é responsável por resolução que olha para a Líbia
No debate com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker e a presidência holandesa do Conselho Europeu sobre a preparação do próximo Conselho Europeu, Ana Gomes criticou o líder do Partido Popular Europeu (PPE) Manfred Weber e o eurodeputado Paulo Rangel por tentarem apresentar o Governo socialista pro-europeu de Portugal como "extremista". Na sua intervenção, a eurodeputada socialista afirmou que "extremistas são aquele que se agarram a políticas estúpidas e auto-destrutivas, anti-crescimento e anti-emprego, que arrasam a confiança dos cidadãos na UE!".
O debate sobre o Brexit
Em Estrasburgo, e no debate sobre um possível "Brexit", Ana Gomes defendeu que o Reino Unido deve continuar membro da União Europeia, mas sublinhou: "não podemos continuar a tolerar que boicote o desenvolvimento das capacidades europeias no quadro da política comum de segurança e defesa, quando prementes desafios e ameaças à nossa segurança e à segurança global exigem resposta europeia".
O futuro de Schengen
No debate sobre o controlo das fronteiras externas da União Europeia e o futuro de Schengen, Ana Gomes disse ter orgulho em ser portuguesa por a Assembleia da República, em 29 de janeiro, ter condenado a nova lei dinamarquesa que permite o confisco de bens dos refugiados e demora a reunificação familiar. Criticou também a inadequada gestão da crise dos refugiados, relembrando que "Portugal está há meses pronto e à espera de receber refugiados, mas eles não estão a chegar porque o sistema de recolocação europeu não está a funcionar, os 'hotspots' na Grécia e na Itália não estão devidamente equipados, meses depois de terem sido anunciados". Denunciou ainda como anti-europeus e desumanos os comportamentos de "ministros que instam colegas a empurrar ou deixar afundar refugiados" e que defendem a criminalização de ONGs e voluntários que ajudam os refugiados.
A situação na Líbia
Ana Gomes negociou em nome dos Socialistas & Democratas o texto da resolução parlamentar sobre a situação na Líbia, adotado em sessão plenária. A eurodeputada, que acompanhou de perto a evolução na Líbia como relatora permanente do Parlamento Europeu para aquele país no anterior mandato, alertou no debate para a necessidade de a Europa deixar de enterrar a cabeça na areia com "a negação da 'guerra por procuração' conduzida em solo líbio por potências rivais sunitas - Egito e Emiratos, atrás da Arábia Saudita que financia os grupos salafistas, contra Turquia e Qatar, que apoiam a Irmandade Muçulmana, facilitando a expansão do Daesh e outros grupos terroristas". Afirmou que "a UE deve assumir as suas obrigações quanto à viabilização do acordo político líbio, o que tem que passar imediatamente por sanções direcionadas contra qualquer indivíduo ou organização, líbio ou estrangeiro, que boicote o acordo". Sublinhou ainda que a erradicação de santuários terroristas implica que a UE assista um novo Governo líbio na desmobilização, desarmamento e reintegração de qualquer milícia, no combate ao tráfico de armas e na formação de forças de segurança líbias sob comando unificado.
Ana Gomes alertou ainda que "só assim asseguraremos a segurança na região e a nossa própria segurança".
Breves
Ana Gomes negociou em representação dos Socialistas & Democratas a resolução sobre o assassínio em massa sistemático das minorias religiosas pelo chamado "Estado islâmico", aprovada por largo consenso no plenário.
No debate sobre direitos humanos no Bahrain, Ana Gomes apelou a um perdão real que comute a pena de morte a que foi condenado Mohammad Ramadan, torturado e injustamente sentenciado, e expressou solidariedade a ativistas e líderes políticos presos naquele país, onde continua a repressão contra a maioria xiita e qualquer crítico do regime