Início | Bio | Transparência | Galeria | Links | Contactos
      English
  OK  
Parlamento
Arquivo
Artigos
Notícias
direitoshumanos
segurancaedefesa
libia
integridadeetransparencia
fiscalidade
submarinos
envc
justicaeassuntosinternos
vistosgold
vooscia
 
 
Notícias
11/09/2015
PE condena violação de direitos humanos em Angola em resolução proposta por Ana Gomes

O Parlamento Europeu aprovou em sessão plenária, por 550 votos a favor, 14 contra e 60 abstenções, uma resolução sobre a situação de direitos humanos em Angola, por proposta inicial da socialista Ana Gomes no Grupo S&D, que acabou por ser endossada pelos outros Grupos políticos. O PE condena a intimidação de jornalistas e especificamente a perseguição judicial movida ao jornalista Rafael Marques, exige uma investigação internacional independente ao massacre de um elevado número de pessoas no Huambo, em Abril, e pede a libertação do activista Marcos Mavungo, detido em Cabinda, e dos 15+1 jovens activistas detidos em Luanda em Junho, bem como a cessação da repressão sobre as suas famílias, impedidas sequer de se manifestar. Intervindo no debate, Ana Gomes referiu-se à visita que fez a Angola em Julho deste ano, a convite da Associação Justiça, Paz e Democracia (vd relatório): "a crise económica, por causa da descida do preço do petróleo e da corrupção desenfreada, aumenta as tensões sociais e os protestos, com o povo angolano cada vez mais indignado perante a pilhagem de recursos do Estado pela elite em torno do Presidente, que continua imparável". Por isso "Pedimos à UE que não continue a fechar os olhos às gritantes práticas corruptas em Angola. É urgente também que os reguladores europeus monitorizem o cumprimento dos deveres de diligência e análise de risco quanto a investimentos de grande dimensão provenientes da cleptocracia angolana em países europeus, designadamente o meu, Portugal".

Ana Gomes interveio também no debate sobre o acordo nuclear com o Irão, que considerou "um grande passo para a segurança e para a não-proliferação a nível regional e global. Mas é também para encorajar as autoridades iranianas a assumirem uma nova atitude na região, no mundo e para com o seu próprio povo, nomeadamente no respeito pelos direitos humanos". Para Ana Gomes, que é membro da Comissão dos Assuntos Externos e da Subcomissão de Segurança e Defesa do PE, o Irão deve ser encorajado a desempenhar um papel na resolução de conflitos e, designadamente, nos esforços parapôr fim à guerra na vizinha Síria e a não deixar explodir a situação no Líbano. Para isso, alertou, "é preciso que a União trabalhe para acabar com o confronto sectário entre xiitas e sunitas, plasmado na rivalidade Irão-Arábia Saudita, agora acicatado também pelo extremismo facínora do Daesh, que ameaça espalhar o conflito armado a todo o Médio Oriente e ao Norte de África e não só. É a própria Europa que está exposta à barbárie assassina do Daesh, se não souber coordenar-se para o combate e se não chamar potências regionais como o Irão, a Arábia Saudita e a Turquia à responsabilidade, integrando-as numa solução que dê paz e futuro aos sírios e a todos os povos da região."


Ana Gomes participou ainda no debate sobre o Processo de Paz Israelo-Palestiniano para dizer que é fulcral que a EU se empenhe a fundo no objectivo de concretizar a existência de dois Estados. "Enquanto Israel bloquear o regresso às negociações, a ocupação ilegal, a humilhação e a violência prosseguirão, podendo desembocar em nova guerra. Se Israel continuar a impedir um Estado da Palestina viável está a condenar-se à autodestruição. A alternativa a dois Estados é um único Estado, ideia que cada dia seduz mais jovens palestinos e israelo-árabes e aí, das duas uma, ou teremos um Estado de Israel antidemocrático ou um Estado em que os judeus estarão em minoria".


No debate sobre os direitos fundamentais dentro da União, a deputada socialista referiu estarem tristemente ilustrados na crise provocada pelo afluxo de refugiados e migrantes. "Esta é uma crise europeia porque, por ação, omissão e incoerência nas nossas políticas internas e externas, e também pela prevalência da perversa ideologia neoliberal que é antieuropeia, acabamos por ajudar a fabricar refugiados e migrantes fora e dentro; incluindo os mais de trezentos mil portugueses que nos últimos quatro anos tiveram de emigrar, para não falar dos que foram empurrados para a pobreza pelas políticas neoliberais, como os idosos e um quarto das crianças, só no meu país, Portugal". Ana Gomes alertou para a falta de valores patente na forma como a UE está tardiamente a reagir aos efeitos da guerra, da opressão e da miséria na vizinhança. "Se temos uma maioria de governos e cidadãos com memória histórica e solidariedade a acolher generosamente os fugitivos, também temos governantes que nos envergonham, como os primeiros-ministros da Hungria e da Eslováquia, que por palavras e atos violam os direitos fundamentais e trazem de volta velhos demónios contra a paz, a liberdade e a democracia na Europa. A União e os Estados-Membros têm a obrigação de agir e pôr os direitos fundamentais dos migrantes, dos refugiados, dos seus próprios cidadãos, no centro das suas políticas, assegurando coerência entre as políticas internas e externas".

 

 

 
 
Desenvolvido por: mediaFoundry © 2026 Ana Gomes. Todos os direitos reservados.