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Notícias
01/01/2015
Ana Gomes e o relatório sobre as actividades de detenção e interrogação por parte da CIA

Ana Gomes reagiu ao relatório produzido pela Comissão de Serviços de Informação do Senado norte-americano sobre as atividades de detenção e interrogação por parte da CIA no pós 11 de setembro de 2001. Para a eurodeputada, que trabalhou na Comissão Temporária do PE sobre as atividades ilegais da CIA na Europa durante o mandato 2004-2009 e foi, entre 2009 e 2014, relatora sombra dos socialistas na Subcomissão dos Direitos Humanos do PE para o relatório de seguimento das recomendações aos Estados Membros da UE que participaram no programa americano de detenção e tortura de prisioneiros entre 2001 e 2009, "é essencial que o Parlamento Europeu chame de novo a si a responsabilidade de, à luz dos factos novos e dos detalhes revelados agora pelo Senado, averiguar o grau de responsabilidade dos governos europeus cúmplices deste programa e a medida em que seguiram, depois, as recomendações feitas pelo PE". A deputada socialista propôs, assim, aos presidentes das Comissões dos Negócios Estrangeiros, Subcomissão de Direitos Humanos e Comissão das Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos do PE a elaboração de um relatório conjunto que aprofunde as implicações para a UE e Estados Membros do relatório do Senado americano. "Muito do que vem descrito no relatório já era conhecido pelas investigações do PE e pelo trabalho dos Relatores Especiais das Nações Unidas para a Tortura, contra terrorismo e outros, pelas ONGs, os media, etc. O que choca é o detalhe de práticas desumanas, de tortura, prisão secreta e assassinato, totalmente ilegais de acordo com o Direito Internacional, que foram autorizadas pela Administração Bush, cujos responsáveis não podem continuar impunes. Choca também o grau de encobrimento a que se entregaram, inclusive para enganar o Congresso americano. Importante também é a conclusão do relatório de que a tortura não é método de interrogatório eficaz para a recolha de informação, para combater o terrorismo e para salvar vidas - como foi e é ainda propalado nalguns sectores políticos e militares dos EUA".

 
 
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