01/07/2015
Comunicado sobre carta à CMVM referente ao investimento da Guiné Equatorial no SCP
• Não sou adepta do Benfica, nem de qualquer outro clube desportivo, português ou estrangeiro. Por essa razão, e também por ter participado na elaboração da mais recente Directiva europeia contra o branqueamento de capitais, julgo ter o dever de interpelar as instituições competentes em Portugal para averiguarem operações que possam pôr em causa a integridade do sistema financeiro.
• A iniciativa de escrever à CMVM partiu de uma notícia que li na imprensa generalista sobre o interesse de uma agência estatal da Guiné Equatorial em patrocinar a próxima época do Sporting - interesse que foi confirmado pelo vice-presidente do clube Carlos Vieira.
• Tomei semelhante iniciativa quando foi anunciado que o BANIF iria receber entrada de capitais da Guiné Equatorial, operação esta que acabou travada pelo Banco de Portugal.
• A minha oposição a investimentos provenientes da Guiné Equatorial não se restringe, portanto, ao Sporting.
• No seguimento de denúncias que entretanto recebi relativamente a negociações entre a Guiné Equatorial e outros clubes portugueses, enviei, esta semana, uma nova carta à CMVM, requerendo supervisão reforçada sobre todas as operações referenciadas.
• A minha intervenção não foi um "ataque" ao Sporting: evitar um patrocínio por parte de um regime que é considerado um dos mais repressivos e corruptos do mundo só pode servir ao Sporting, ao futebol e ao País.
Ana Gomes
1 de julho 2015