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Integridade e Transparência
21/02/2014
Ana Gomes participa em conferência anticorrupção em Budapeste

Na segunda-feira, dia 17 de Fevereiro, Ana Gomes abriu uma conferência promovida pela organização Transparency International, o OLAF e a Comissão Europeia em Budapeste, sobre pactos de integridade no âmbito da contratação pública para a aplicação de fundos europeus nos Estados Membros. Na sua intervenção, Ana Gomes criticou a Comissão Europeia por não ter promovido este tipo de pactos no contexto da assistência financeira a Portugal, designadamente em todos os contratos que careciam de escrutínio publico reforçado, como é o caso das privatizações impostos pela Troika e pela maioria PSD/CDS.

Ana Gomes co-presidiu no Parlamento Europeu (PE), em representação do Grupo dos Socialistas e Democratas, ao lançamento do relatório anual da organização americana de Direitos Humanos, Freedom House - " Freedom in the World 2014". Ana Gomes destacou o esforço de dominação dos média em Portugal empreendido pelos oligarcas angolanos aproveitando a crise económica e sublinhou que também a Guiné-Equatorial - cujo regime é classificado no relatório como o segundo "Pior dos Piores" violadores de liberdades de expressão, associação e imprensa - procura aproveitar a crise para infiltrar a Banca portuguesa e ganhar respeitabilidade através da entrada na CPLP.

A eurodeputada participou esta semana numa reunião da delegação socialista portuguesa no PE com representantes da APRE!, Associação de Aposentados Pensionistas e Reformados, a quem foi garantido todo o apoio nas iniciativas para contestar no plano nacional e europeu as injustas medidas determinadas pelo Governo com a bênção da Troika.

Ana Gomes parte hoje para a Ucrânia, integrada na delegação do Parlamento Europeu que já esteve naquele país em Janeiro, com vista a facilitar o diálogo entre as várias forças políticas de forma a pôr fim à violência através de uma solução negociada. Numa reunião de urgência da Comissão de Assuntos Externos do PE sobre o caos instalado na Ucrânia, Ana Gomes criticou a União Europeia (UE) por tardar em impor sanções contra os oligarcas instalados no governo e seus mandantes: "É indispensável congelar contas bancárias e outros activos guardados na UE pelos principais responsáveis deste regime de corruptos que ordenaram este banho de sangue. Só assim outros temerão e o processo negocial poderá conduzir a um governo de transição capaz de criar condições para eleições legislativas e presidenciais credíveis".

 
 
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