23/10/2018
Declaração escrita - Debate sobre a morte do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul (Sessão Plenária de Estrasburgo)
É deplorável que a União Europeia (UE) não tenha tido uma posição clara, unida e firme mal houve noticia do desaparecimento jornalista Jamal Kashoggi. O assassinato do jornalista Kashoggi resulta da perceção de total impunidade incutida na ditadura saudita, desde logo pelos seus aliados americanos e europeus.
Uma impunidade que continua, mesmo depois do Príncipe Herdeiro Mohammed Bin Salman ter sequestrado o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, em 2017 e de ter sido necessária a intervenção do Presidente francês para o resgatar.
É mais do que hora de pôr fim ao encobrimento e ao conluio com o regime fora-da-lei saudita. Este Parlamento e toda a UE têm de exigir uma investigação independente, sob a alçada das Nações Unidas, que determine quem foram os responsáveis pelo assassinato de Jamal Khashoggi e que os obrigue a serem julgados por um tribunal internacional. Todos os esbirros já identificados como tendo estado envolvidos no assassínio, incluindo o de Mohammed Bin Salman, têm de constar de lista de sanções pessoais, incluindo congelamento de activos e proibições de entrada na UE.
Os governos europeus têm de pôr imediatamente cobro à venda de armas à Arábia Saudita, que viola escandalosamente a sua própria Posição Comum, vinculativa, sobre a exportação de armamentos.