10/06/2015
Desporto, direitos humanos e Jogos Europeus de Bacu (debate)
Senhor Presidente, falámos há pouco de corrupção e violações direitos humanos da FIFA, mas que sinal dão outros líderes desportivos europeus ao selecionar o Azerbaijão para receber os jogos europeus, fechando olhos à censura e à repressão e facultando ao Presidente Aliyev o que ele almeja: publicidade favorável e respeitabilidade, a que o dinheiro do petróleo pode comprar.
Enquanto se ultimam preparativos para os jogos em Baku, as autoridades do Azerbaijão esfalfam-se a perseguir e deter jornalistas e defensores de direitos humanos, proibindo-os de viajar e congelando também os seus bens. Destaco os casos de Intigam Aliyev e Khadija Ismail por documentarem casos de presos políticos e corrupção no poder; Anar Mammadli, Bashir Suleymanli e Elnur Mammadov por monitorarem as eleições presidenciais de 2013; Leyla Yunus e seu marido, Arif, por criticarem o governo, e Rasul Jafarov por ter criado a organização "Desporto para Direitos".
Ainda ontem, ominosamente, foi ordenado o encerramento do escritório da OSCE em Baku e, hoje, a Amnistia Internacional foi impedida de entrar no país. A UE é um parceiro fundamental para o Azerbaijão na energia, comércio e diálogo político, mas é precisamente junto dos nossos parceiros que mais devemos promover os nossos valores.
Os líderes da União Europeia não devem participar nas cerimónias de abertura dos Jogos Europeus em Baku.