09/09/2017
Pergunta escrita à AR/VP Mogherini sobre a nova plataforma política do Hamas
O documento sugere que o Hamas aceitaria um Estado palestiniano baseado nas fronteiras anteriores a 1967 e, assim, concordaria implicitamente com a existência de Israel dentro destas fronteiras. O documento denuncia igualmente o extremismo religioso e étnico e o fanatismo. Embora vários elementos continuem a ser objeto de controvérsia, a nova plataforma aproxima a posição oficial do Hamas da posição dominante internacional e da ótica da UE em relação à resolução do conflito israelo-palestiniano.
A UE tem todo o interesse em apoiar uma evolução pragmática no interior do Hamas em vez de vindicar os radicais que argumentam que só se pode alcançar progressos através da luta armada.
1. Qual é a resposta da UE ao documento do Hamas e à oportunidade que ele representa para que haja progressos?
2. A UE tenciona adotar medidas recíprocas tais como a flexibilização da sua política de proibição de contacto e a abertura de um canal para o diálogo com elementos pragmáticos no interior do Hamas?
3. A nova plataforma fornece motivos para que a UE considere a inclusão apenas da ala militar do Hamas, as Brigadas Revolucionárias al-Qassam, na lista da UE de organizações terroristas, em vez do movimento político na sua globalidade?