16/12/2015
O Relatório anual sobre direitos humanos e democracia no mundo de 2014 e a política da UE sobre o assunto (debate)
Senhor Presidente, agravam-se por todo o mundo as condições de trabalho de ativistas de direitos humanos, acusados e perseguidos por terrorismo, ou restringidos através de legislação sobre registo e financiamento de ONG. A União Europeia e os Estados-Membros continuam com políticas contraditórias, inconsequentes, contraproducentes e a não se fazer ouvir em uníssono. O Representante Especial para os Direitos Humanos tem de poder falar publicamente em nome da União. Delegações da União Europeia e embaixadas devem resistir a interferências políticas e intimidações das autoridades locais nos programas de direitos humanos. Assim não aconteceu com a Sra. Concetta Tirzi, expulsa pelas autoridades angolanas com a inadmissível cumplicidade europeia, por ter promovido encontros com ativistas como Luati Beirão e outros presos, sujeitos a julgamentos farsas. Para não falar das delegações da União Europeia que vergonhosamente se autocensuram, como acontece na Etiópia, onde o regime está a reprimir e a matar estudantes oromos e a delegação continua muda e a enterrar a cabeça na areia.